quarta-feira , 21 Fevereiro 2018
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Corpo de menina de 3 anos morta no Uruguai é sepultado

RTEmagicC_anajulia_rep_ed.jpg Corpo de menina de 3 anos morta no Uruguai é sepultado

O corpo de Ana Júlia Mendonça Moura, 3 anos, foi sepultado na manhã desta sexta-feira (24), em Paripe. Ela morreu depois de ser espancada e estuprada dentro de uma casa, no Uruguai. Erivan Oliveira Fonseca, o Poca, 20 anos, é padrasto da menina e está preso. Ele é o principal suspeito do crime. A polícia está à procura da mãe da menina para que ela seja ouvida novamente.

Familiares e amigos foram até o cemitério Nossa Senhora do Ó, na manhã desta sexta, para dar o último adeus a menina. A mãe dela, Lidiana de Jesus Mendonça, 19, foi ouvida pela polícia de Feira de Santana no dia do crime e foi liberada em seguida. Agora, a polícia de Salvador está procurando pela mulher para fazer novas perguntas.

A criança foi encontrada sem vida dentro da casa de um dos familiares de Erivan, na tarde desta quarta (22), no Beco do Sabão, no Uruguai. Ele e Lidiana estão juntos há cerca de um ano. Segundo a polícia e familiares do suspeito, os dois são moradores de rua e usuários de drogas. O casal briga com frequência e já teria sido expulso do Uruguai pelos vizinhos por conta das agressões que praticavam contra a criança.

Nesta quarta, eles pediram abrigo na casa de um familiar de Erivan por conta da chuva forte que caiu em Salvador. No final da tarde, a mãe da menina foi ao mercado e ele ficou responsável por tomar conta da criança. Cerca de 1h depois Erivan procurou um familiar, desesperado, dizendo que Ana Júlia estava morta.

“Não sei o que aconteceu. Eu dei apenas um tapa nela. Ainda tentei acudi ela e chamei minha irmã. Eu não fiz nada com ela”, afirmou.

A irmã do suspeito contou que ele e a criança estavam no quarto de cima da casa quando tudo aconteceu. Fazia cerca de 1h desde que a mãe da menina havia saído quando ele desceu as escadas às pressas e contou que a criança estava morta. A irmã foi até o quarto e tentou reanimar a criança, mas, quando percebeu que Ana Júlia estava sem vida, ligou para a polícia.

RTEmagicC_anajulia_rep_ed.jpg Corpo de menina de 3 anos morta no Uruguai é sepultado

Erivan no DHPP (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Prisão
O suspeito fugiu com a mãe de Ana Júlia para Feira de Santana, onde foi preso. Os policiais da 66ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/ Feira de Santana) chegaram até o casal depois de receberem uma denúncia.

Erivan foi preso por volta das 21h, ou seja, cerca de 4h após o crime. Ele estava na casa de um familiar na comunidade da Lagoa Chico Maia, no bairro Mangabeira. O suspeito foi conduzido para a Central de Flagrantes de Feira de Santana, onde foi ouvido e preso em flagrante. Depois, ele foi transferido para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Salvador, onde voltou a ser interrogado.

Segundo o delegado do DHPP Jamal Amad, responsável pela investigação do caso, ele negou o crime nos dois depoimentos. Os peritos encontraram marcas de espancamento em Ana Júlia e confirmaram que ela foi estuprada. O agressor usou um objeto para violentar as partes íntimas da menina o que provocou uma hemorragia interna e a morte da criança. O instrumento usado no crime ainda não foi localizado. A polícia informou que não há dúvidas de que Erivan é o autor do crime e fez o pedido de prisão preventiva do suspeito.

Ele foi indiciado por estupro de vulnerável com resultado morte. Essa não foi a primeira vez em que Erivan foi preso. Ele contou que em 2016 passou três meses na cadeira por roubo.

Mãe foi liberada
A mãe de Ana Júlia, Lidiana, contou para os investigadores que estava no mercado quando tudo aconteceu. Ainda segundo ela, Erivan a obrigou a fugir com ele para Feira de Santana. “Ela disse que foi ameaçada por ele e que, por isso, fugiu”, contou a delegada do DHPP Pilly Dantas.

O namorado negou a ameaça. “Ela estava desesperada e eu falei ‘vamos mais eu” e ela acabou vindo. Eu não ameacei ela”, afirmou.

Lidiana foi presa junto com Erivan em Feira de Santana, mas foi liberada depois de ser ouvida na Central de Fragrantes. Os delegados de Salvador estão tentando ouvi-la novamente, mas a mulher ainda não foi encontrada. Ana Júlia era a única filha de Lidiana e o pai da criança ainda não foi localizado.

Quem tiver informações sobre o caso pode ajudar a polícia através do Dique Denúncia pelos telefones 3235-0000, para Salvador e Região Metropolitana, e 181, para quem estiver no interior da Bahia. O anonimato é garantido.

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