quarta-feira , 21 Fevereiro 2018
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Prefeitura vai pagar 4 vezes mais por limpeza

urbana e nada indica que a Câmara de Itabuna ou o Ministério Público tomem qualquer providência para impedir esta nova farra com o dinheiro público. A cidade pagava apenas R$ 670 mil por todos os serviços de limpeza urbana e coleta de lixo até dezembro, no governo Vane.

Em janeiro, logo ao assumir o cargo, o prefeito Fernando Gomes decretou “estado de emergência” na cidade, o que deu a ele o direito de comprar e contratar sem fazer licitação, uma porta aberta para todo tipo de irregularidade na gestão pública.

A cidade funcionava normalmente e não havia motivo para o decreto, que não foi contestado pela Câmara e terminou ignorado pelo Ministério Público Estadual. Logo em seguida, Gomes fez um contrato com a Biosanear de R$ 1,7 milhão por mês.

A empresa é a mesma que recebia R$ 670 mil até dezembro para fazer o mesmo serviço. Aproveitando o Carnaval, o prefeito publicou no diário Oficial um edital para a escolha da empresa que será encarregada da limpeza urbana pelos próximos 12 meses.

Se o custo de R$ 1,7 milhão mensal, 142% maior que o de dezembro, já era escandaloso, o novo é ainda mais. A empresa vencedora vai receber incríveis R$ 2.580.391 por mês, somando nada menos que R$ 30.964.694 em apenas um ano. É um aumento de 285% sobre dezembro.

Histórico

Em 2004, Itabuna pagava R$ 400 mil à empresa Torres pelos serviços de limpeza urbana. Assim que assumiu, Gomes fechou um contrato de R$ 600 mil (que hoje equivalem a R$ 1,2 milhão, corrigido) com a Ecolimp. Seu vice, José Nilton Azevedo, o sucedeu e fechou outro contrato, de R$ 1,5 milhão.

Quando Claudevane Leite assumiu a prefeitura em 2013, mostrou que o mesmo serviço poderia custar bem menos, fechando um contrato de R$ 614 mil com a Bio Sanear. O contrato sofreu aditivos ao longo dos anos e, em 2016, tinha um custo mensal de R$ 670 mil.

Assim que Fernando Gomes, que ainda está sub-judice, assumiu a prefeitura, decretou “estado de emergência”. Logo em seguida, no dia 3, repetiu o que fizera em 2005, fechando um novo contrato, “emergencial”, com o preço saltando dos R$ 670 mil para R$ 1,7 milhão por mês.

Além do valor, o contrato era vago. O de Vane previa “limpeza urbana, coleta, transporte e disposição final do lixo urbano e hospitalar, abrangendo toda a área do município”. O de Gomes previa apenas “prestação de serviços de limpeza urbana”.

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