terça-feira , 16 Janeiro 2018
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REDE DISCUTE POSSÍVEL CANDIDATURA DO CACIQUE RAMON A DEPUTADO FEDERAL

Cacique-Ramon-Souza REDE DISCUTE POSSÍVEL CANDIDATURA DO CACIQUE RAMON A DEPUTADO FEDERAL

Cacique Ramon Tupinambá.

Com o apoio da Comissão Provisória do partido em Ilhéus, o Elo Estadual da Rede Sustentabilidade discute a pré-candidatura do Cacique Ramon Tupinambá a deputado federal no pleito deste ano.

O nome da liderança ilheense também agrada comissões provisórias de outras cidades baianas. Por isso, o Elo Estadual fez o convite já aceito pelo cacique da Aldeia Tucum. Caso a candidatura se confirme, essa será a primeira participação de um índio Tupinambá na corrida para o Congresso Nacional.

Na tarde desta quarta-feira (3), o Blog do Gusmão conversou por telefone com o Cacique Ramon. Segundo ele, a princípio, o partido cogitou o seu nome para uma candidatura a deputado estadual. Entretanto, como a legislação que trata das questões indígenas é constitucional, a Rede avaliou que a disputa de uma cadeira na Câmara Federal é mais pertinente.

Na conversa desta tarde, Ramon disse ao blog que começou a estudar a trajetória do líder xavante Mário Juruna (1943-2002). Eleito pelo PDT do Rio de Janeiro em 1983, Juruna foi o primeiro deputado federal indígena do Brasil. A nossa história ainda não lhe deu companhia nesse posto.

A história recente de Ilhéus também não registra a presença de muitos índios na política institucional. O Cacique Ramon é uma das raras exceções. Hoje ele chefia o setor de interlocução entre a prefeitura e as comunidades tradicionais, no âmbito da Secretaria de Governo do município.

Segundo Emílio Gusmão, superintendente do Meio Ambiente de Ilhéus e membro do Elo Estadual da Rede, a presença do Cacique Ramon na gestão municipal é mais uma prova de que a abertura para o diálogo com toda a sociedade “já é uma marca do governo Mário, assim como aconteceu com os servidores”. Para Gusmão, o governo Newton Lima posicionava-se francamente contra os Tupinambás de Olivença, enquanto a gestão do ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP) manteve distância estratégica da questão indígena.

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